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Mãe: um dos mais belos egos-auxiliares de nossa vida 10 maio

Mãe: um dos mais belos egos-auxiliares de nossa vida

Mês de Maio, consagrado como mês das mães, para um psicodramatista poderia ser consagrado como o mês dos egos- auxiliares, talvez.

Esse mês de maio é impar, pois creio que nunca as pessoas tiveram a presença das mães tão perto. Elas estão sob o mesmo teto, 24 horas ou sob a preocupação a distancia, ou mesmo em memória pelos ensinamentos. Esse é um dos vínculos reais que nos fortalece, preocupa, orienta, acalenta, exige e sobretudo ama, incondicionalmente.

Esta fase é a oportunidade de reconhecer a importância do papel da mãe nas nossas vidas. Os principais egos- auxiliares da nossa história. Foram capazes de nos parir, amamentar, sentir nossas dores e fome e nos suprir de tudo que necessitávamos no momento mais sensível de nossas vidas. Creio que neste mês de maio de 2020, elas estão com o papel fortalecido, pois são elas que orientam, alimentam, colocam disciplina na casa e acalentam este momento, que não é ‘como se’, é real  e temos que passar reclusos em casa, frente a pandemia do corona vírus.

Moises  Aguiar, nomeava o ego-auxiliar como o ator que contracena com o protagonista, o qual se encontra fragilizado e evidencia algumas limitações em sua capacidade de gerir sua própria vida, diante de situações específicas.” É a mãe contracenando com o filho, protagonista.

A mãe como  ego-auxiliar, está atuando num espaço (cenário) restrito ao seu lar. Está com uma infinidades de papéis próprios, provenientes do seu contexto social, no entanto a relação familiar deve estar em relevância.

Provavelmente muitas se questionam se conseguiram atingir  suas metas como  mãe. Se a sua espontaneidade e criatividade no processo de criação dos filhos geraram novos e frutíferos Encontros. Se as técnicas usadas na educação, foram as adequadas para a sua formação. Se propiciaram relações saudáveis. Se foram capazes de criar filhos com resultados superiores aos seus propósitos. Se os filhos respeitaram e seguiram os seus valores….

Esta quarentena notavelmente está possibilitando uma reflexão do que foi conquistado neste papel, o que poderá ser revisto ou até o que se transformou em uma conserva cultural, com dificuldade de alterar os comportamentos. O vírus teve um poder absoluto para rever este papel tão nobre e difícil, sem preparo, sem formação, o qual exige constantemente olhar para si, se analisar, questionar, avaliar as possibilidades, ter cuidado e procurar criar oportunidades superiores a que se teve, sempre esperando que seja melhor que a sua. Que poder é esse materno ? Por que será que as mães são capazes de enfrentar doenças seríssimas, abdicar de parceiros, de bens, de um prato de comida, de si, para poder se entregar da melhor forma possível, para o filho ?

Surge uma sabedoria inexplicável de olhar para o presente e prever o futuro. Entrega para o mundo o seu maior bem, sem ter a certeza do retorno e do consolo. Sabe que em muitos momentos os filhos se aproveitam da sua boa vontade, mas ela não se importa. Acolhe mesmo quando não tem forças para tal. Sempre preocupada em completar a cena da vida do seu filho, para que ele reine. O desejo, é que o filho seja o protagonista da sua própria história.

E o que permitiu direcionar, orientar, acolher, ouvir, doar, interpretar, educar, chorar, rir, aprender no caminho do filho ?

Incondicionalmente, 23 amigas me disseram, foi o AMOR. Cada qual com a sua leitura, sua história, seu compartilhar, mas trilhando o caminho que foi e será iluminado pelo amor. Um sopro materno, direcionada ao mundo !

 

Elisabeth L B Chleba
Supervisora de Psicodrama Sócio educacional

NotaMesmo não tendo mãe presencialmente desde os dois anos de idade, tive vários e ricos egos-auxiliares que fortaleceram este papel – tia, avó, irmã, empregada. Mas considerei muito oportuno ter o apoio de 23 amigas que viveram o papel da mãe e contracenaram  como filha, para fortalecer o meu olhar.

 

Mãe

  1. Mãe é Plena doação – Regina
  2. Mãe é amor incondicional – Bia
  3. Ser mãe é ser um pouco de tudo – Márcia
  4. Mãe é aprender a ouvir e interpretar, desde o choro do bebê até a irritação quando o filho cresce – Raquel
  5. Mãe é acolhimento – Élide
  6. Mãe é direção. – Cris
  7. Mãe é esperança – Ana Laura

8.Ser mãe é ser de tudo um pouco e sempre querer e ser muito mais – Valeria

  1. Ser mãe é aprender o que é amor incondicional – Ana Beatriz
  2. É sentir o amor incondicional que Cristo veio nos enviar .Ser mãe é exercitar em todos os momentos da vida, o amor incondicional. – Denise
  3. Ser mãe é ter o amor incondicional, educar através do exemplo, e amar plenamente através de uma relação respeitosa e construtiva – Loraine
  4. Ser mãe é amar alguém mais do que a si mesma, infinitamente. – Andrea
  5. Ser mãe é ter seu coração fora do seu peito, andando por aí e com vontade própria. -Leilane
  6. Ser mãe é sempre pensar em alguém antes de pensar em você mesma.- Monica Freitas
  7. Ser mãe é abraçar os filhos nos momentos de alegria e tristeza, é reconhecer com o olhar quando eles estão preocupados e estar disponível para escutá-los. Valquiria
  8. Ser mãe é conhecer o amor incondicional – Mércia

17.Ser mãe é doação e aprender que não sabemos de nada nesta vida – Silvana

  1. Ser mãe é viver no outro a sua própria felicidade. Iria
  2. Ser mãe é sentir o coração bater fora do peito. Achar que está ensinando quando na verdade está em constante aprendizado. – Simone
  3. Ser mãe é tentar, sentir e pensar como o outro transformando sentimento e pensamento em ação para, assim, se contentar com o ‘sopro do impulso que somente esse outro poderá realizar. -Berenice
  4. Ser mãe é desenvolver uma sabedoria inexplicável. – Ema

22.O papel de dar a luz não termina no nascimento. Como mães temos que iluminar o caminho dos filhos e aceitar suas escolhas. Somos como arcos que lançamos os filhos, como flechas para o mundo. – Christina

  1. Ser mãe é um misto de emoções….é um aprender constante, é olhar para a minha infância, me lembrar de quem eu fui, da mãe que tive, e construir este lugar de mãe junto com minhas filhas. – Simone

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