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Psicodrama: Guia Rápido 2022 21 mar

Psicodrama: Guia Rápido 2022

Psicodrama

O que é o Psicodrama?

Neste Guia você vai conhecer os principais pontos do Psicodrama.

O Psicodrama pode ser definido como uma via de investigação da alma humana mediante a ação. É uma escola de pensamento, de pesquisa e intervenção nas relações interpessoais, nos grupos, entre grupos ou de uma pessoa consigo mesma.

É uma abordagem que privilegia a interação do indivíduo com o meio em que vive no seu processo de formação. Busca desenvolver a espontaneidade, leva ao fortalecimento mental, liberando os aspectos criativos eventualmente tolhidos.

No exercício do psicodrama, o indivíduo verbaliza e dramatiza as suas emoções e sentimentos em um palco, como na realidade.

Assim, por ser um processo de ação e interação, o psicodrama ajuda a entender e resolver questões e conflitos, auxiliando na construção de um novo olhar sobre os relacionamentos. 

“Existem palavras sábias, mas a sabedoria não é suficiente. Falta ação!” (J.L.Moreno)

Como surgiu o Psicodrama?

O psicodrama foi criado por Jacob Levy Moreno, médico, nascido na Romênia, em 18 de maio de 1889.

Ainda criança, mudou-se com a família para Viena, na Áustria, onde viveu boa parte de sua vida e construiu sua formação pessoal e profissional.

Moreno formou-se em medicina na Universidade de Viena em 1917, no entanto, a medicina não era sua única vocação. Desde pequeno se interessava pelo teatro.

Sendo assim, o Psicodrama é resultado da união de seu trabalho clínico como médico psiquiatra, com sua atividade como diretor de teatro, do que ele mesmo denominou: “ Teatro Espontâneo”.

Criador da Socionomia, ciência que estuda as leis sociais e suas relações, o médico faleceu em Beacon, Nova Iorque, em 14 de maio de 1974, aos 85 anos, e pediu que fosse gravada em sua sepultura a seguinte frase:

“Aqui jaz aquele que abriu as portas da Psiquiatria à alegria.”

Um pouco sobre a herança e grande contribuição que Moreno deixou:

Jacob Levy Moreno foi um homem de vasta cultura. Suas ideias filosóficas e religiosas, sua inclinação pelo teatro, assim como seu interesse pela pesquisa e investigação sobre as inter-relações humanas, favoreceram a criação do trabalho que ficou conhecido como “Projeto Socionômico”, criado a partir da ampliação de suas pesquisas com os projetos do Teatro da Espontaneidade, da Psicoterapia de Grupo, da Sociometria e do Psicodrama público.

Jardins Públicos de Viena e as Questões Sociais

Durante toda sua vida, Moreno se interessou e trabalhou pelas questões sociais, sempre procurando novas formas de interação com a comunidade, teve uma intensa vida filosófica e religiosa.

Frequentava os Jardins Públicos de Viena, e usando seu potencial dramatúrgico, contava histórias e criava jogos de improviso para crianças, estimulando-as à expressão dramática, à comunicação e à espontaneidade.

Além disso, atuou na assistência aos refugiados da guerra, participando de várias experiências de reabilitação social em campos prisionais, internatos e com portadores de transtorno mental.

Outro conhecido trabalho social de Moreno foi junto às prostitutas em Viena. Estas viviam segregadas por conta de sua atividade, sem direitos nem leis que as protegessem.

O médico exerceu, então, um trabalho de conscientização, utilizando técnicas grupais, que resultaram em maior integração, conhecimento dos princípios básicos de organização e, ainda, a criação de uma espécie de sindicato, dessa maneira, proporcionando-lhes melhores condições de vida.

Teatro da Espontaneidade – Teatro Terapêutico

“Para que tenhamos o prazer de nos sentirmos vivos é preciso que nos reconheçamos como agentes do nosso próprio destino. A espontaneidade é a capacidade de agir de modo ‘adequado’ diante de situações novas, procurando transformar seus aspectos insatisfatórios.”  (J. L. Moreno)

Moreno dizia que a espontaneidade é o motor do comportamento. Ela se manifesta através da expressão das emoções e sentimentos reais ou imaginários, como raiva, medo, alegria, amor e ódio.

O Teatro da Espontaneidade é um fundamento do Psicodrama que se baseia na representação dramática de textos livres, sem ensaio prévio, ou seja, criados naquele momento.

Segundo Moreno, esse tipo de representação estimula a livre participação de todos do grupo, fazendo surgir na ação dramática a criatividade, resgatando a espontaneidade perdida pelo indivíduo durante a sua existência.

Foi assim que, durante o desenvolvimento dessas atividades, ele percebeu que as representações dramáticas improvisadas têm a capacidade de produzir mudanças comportamentais nos atores. Descobriu, assim, que poderia dirigir as representações espontâneas para uma finalidade terapêutica.

Exemplo disso, foi o “Caso de Bárbara e George”, a partir dele Moreno lançou as bases para o Teatro Terapêutico e em seguida para o Psicodrama e para a Psicoterapia de Grupo e mais a frente para a Psicoterapia de Casal.

Na época, Bárbara atuava no teatro espontâneo de Moreno e escolhia sempre representar papéis de pessoa tranquila, meiga e bondosa.

George, um espectador habitual, apaixonou-se por ela e, como era correspondido, decidiram se casar.  No entanto, a convivência do casal mostrou-se uma surpresa ruim, pois Bárbara agia de forma oposta às personagens representadas no teatro, criando muitos conflitos.

Dessa forma, para tentar ajudá-los, Moreno pediu a Bárbara que escolhesse um perfil diferente para representar, mais irritadiço e explosivo. Diante disso, o inverso aconteceu em casa.

Foi depois disso que Moreno se deu conta do potencial terapêutico contido na dramatização e, assim, começou a estruturar o psicodrama.

Outro método criado por Moreno e muito usado até hoje no Psicodrama é a Técnica da “Cadeira Vazia”

Essa técnica traz o conceito de que “tudo que está à nossa volta influencia a nós e ao modo como vemos o mundo”.

Consiste em colocar uma cadeira vazia no palco ou espaço onde estiver acontecendo a ação. Assim, o protagonista imagina que na cadeira vai estar sentado um personagem a quem ele próprio e o terapeuta vão se dirigir.

O objetivo é tentar reproduzir um encontro com uma situação ou pessoa, de forma a dialogar com ela e, assim, entrar em contato emocional com a situação.

Desse modo, o indivíduo poderia se colocar no lugar do outro e entender o outro lado das histórias, resultando em um entendimento melhor entre as pessoas.

Colocando essa técnica em prática, Moreno, criador do psicodrama e do sociodrama, em 1º de abril de 1921, em um teatro aberto em Viena, pediu ao público que ocupasse a cadeira vazia do Rei.

Essa experiência marca a data oficial do surgimento do Psicodrama.

Assim, o médico abriu o que seria um teatro de improviso, espontâneo, uma dramatização sem elenco de atores e sem peça, com a intenção de dar espaço para sua ideia terapêutica de massa.

Apresentada para um público de curiosos e representantes de Estado, em um cenário no qual constava apenas um trono vermelho, os participantes deveriam ocupar o trono e agir como um rei. O contexto político era o de uma Áustria em crise, e Moreno propôs o seguinte tema: “O que faria o protagonista no papel de rei para organizar e dirigir corretamente o país?”

Um ato bastante ousado e inovador para àquela época. 

Atualmente, a “cadeira vazia” é muito utilizada em terapias de casais, conflitos familiares, no ambiente de trabalho, e também nos processos de despedidas e luto.

O Psicodrama e suas Raízes

Para melhor entendimento, é importante ressaltar aqui que o psicodrama é só uma das vertentes da Socionomia, ciência criada por Moreno, que estuda as leis sociais e suas relações.

A Socionomia é um referencial teórico e metodológico consistente e profundo, capaz de trabalhar questões individuais e grupais, no contexto clínico e socioeducacional, ou seja, em instituições e empresas.

Através da ação de improviso, trabalha demandas de forma profunda, possibilitando alcançar resultados que sustentem as relações saudáveis, por meio do resgate e fortalecimento do potencial espontâneo-criativo de cada ser e cada grupo.

A Socionomia é caracterizada em sua essência por seu foco na ligação do mundo subjetivo, psicológico e do mundo objetivo, social, contextualizando o indivíduo em relação ao meio em que vive.

A Socionomia possui três ramificações: a sociodinâmica, a sociometria e a sociatria, conforme detalhado, abaixo:

  • A Sociodinâmica estuda a estrutura dos grupos sociais e sua dinâmica, e as redes de vínculos entre os componentes dos grupos.

Utiliza, por exemplo, o “role playing”, que pode ser traduzido por “interpretação de papéis”, no qual o sujeito assume um papel, podendo ser até mesmo diferente dos papéis que desempenha em sua vida, com o objetivo de fazer um treino espontâneo-criativo, de modo a pesquisar mundos desconhecidos e desenvolver um melhor autoconhecimento.

Essa representação pode ser de modo inconsciente, para preencher um papel social, ou consciente, para representar um papel adotado. Pode se referir a relações interpessoais conflituosas, inspiradas na vida real.

O role playing promove o desenvolvimento da autopercepção e a catarse, ou seja, uma avalanche de emoções que libera sensações de angústia e tristeza, produzindo o estreitamento de laços entre o grupo, o bem-estar do indivíduo e proporciona um sentimento de purificação.

  • Já a Sociometria se encarrega de fazer o estudo quantitativo das características psicossociais dos grupos.

Através do teste sociométrico, se explora, mapeia e mensura relações ou vínculos estabelecidos pelos indivíduos, que de uma maneira direta não são perceptíveis, e expressa-as através de gráficos representativos das relações interpessoais, possibilitando a compreensão da estrutura grupal.

Moreno descreve o teste sociométrico como um instrumento que analisa as estruturas sociais em função das escolhas e rejeições manifestadas dentro de um grupo.

Ainda, que sua aplicação permita a classificação dos indivíduos de acordo com as relações sociais construídas na sua rede de comunicações, assim como, a evolução e modificação das interações alcançadas após a aplicação das práticas de intervenção.

  • A Sociatria, por sua vez, propõe-se à transformação social através do tratamento dos sistemas sociais, que visa o aperfeiçoamento das relações humanas.

Utiliza-se das seguintes ferramentas:  psicoterapia de grupo; psicodrama; sociodrama; psicodrama público; teatro espontâneo; entre outras.

A diferença entre o psicodrama e o sociodrama consiste em que o psicodrama evidencia o indivíduo, embora sempre visto como um ser em relação, e no sociodrama evidencia o próprio grupo.

A Sociometria, a Sociodinâmica e a Sociatria, trazem em comum a ação dramática como instrumento para facilitar a expressão da realidade implícita nas relações interpessoais ou para a investigação e reflexão sobre determinado tema.

“O homem é um ator de Deus no palco do universo.” (J.L.Moreno)

Principais conceitos do Psicodrama:

Espontaneidade-criatividade – O teatro de improviso foi a ferramenta usada por Moreno para chegar a um dos principais alicerces teóricos do psicodrama.

A espontaneidade e criatividade são conceitos que variam entre as pessoas e os contextos vividos por cada uma. Funcionam como um regulador para dosar a quantidade e qualidade necessária de ação para cada situação vivida em cada momento.

Moreno praticava o teatro da espontaneidade em lugares públicos, nos quais convidava as pessoas a dramatizarem a sua própria história de vida e os seus conflitos, se diferenciando da forma clássica do teatro, da qual um texto pronto é representado por atores, provocando apenas impacto na plateia.

Ao contrário do teatro clássico, sem textos prévios, Moreno descobriu que as pessoas que atuavam representando suas próprias histórias de vida podiam alcançar a catarse de integração, fenômeno que possibilita às pessoas conhecerem e libertarem emoções e sentimentos muitas vezes represados, levando ao entendimento e conforto. 

Tele – O conceito de tele traduz a capacidade de perceber os acontecimentos e as inter-relações entre os seres de forma objetiva, mesmo que tais fatos não ocorram de forma clara ou perceptível. Ou seja, é a capacidade de perceber o outro como ele é, sem distorcer suas características.

A tele permite ver o outro como ele é, promovendo assim, um encontro.

 

“Um Encontro de dois: olhos nos olhos, face a face. E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos e colocá-los-ei no lugar dos meus; E arrancarei meus olhos para colocá-los no lugar dos teus; Então ver-te-ei com os teus olhos e tu ver-me-ás com os meus.” (J.L.Moreno).

Teoria de papéis – Essa teoria se refere basicamente ao estudo dos papéis e dos seus vínculos. Para Moreno, criador desta abordagem, papel é uma forma específica de funcionamento que assumimos em uma determinada situação e momento.

Através da dramatização, ferramenta fundamental do psicodrama, é possível viver diversos papéis. Os papéis se desenvolvem passando por três fases distintas:

  • Role taking (assumir o papel)

É o primeiro contato com o papel. Nesse momento o comportamento vem tal qual o estabelecido de um papel pronto. O indivíduo apenas vai imitá-lo a partir de modelos disponíveis. Não permite variação e nenhum grau de liberdade.

  • Role playing (jogar com o papel)

É uma o desempenho que permite certo grau de liberdade. Consiste em lidar com o personagem e explorar simbolicamente suas possibilidades de representação. É um nível consciente de reflexão e interação.

  • Role creating (criar o papel)

O desempenho do papel nessa etapa permite alto grau de liberdade, deixando margem à iniciativa pessoal, como no caso do ator espontâneo. Na criação de papéis há mais improviso e, em consequência disso, mais carga emocional e possibilidade de reações mais espontâneas durante a cena.

Matriz de Identidade

A matriz de identidade representa o contexto social e afetivo do qual o indivíduo faz parte antes e após o nascimento. É a rede relacional primária que envolve a criança desde a concepção.

Segundo Moreno, é como se fosse uma “placenta social” que delineia o desenvolvimento infantil e a construção de uma teoria da personalidade.

A matriz de identidade cria as bases para o primeiro aprendizado da criança. Sistematiza a formação da identidade e a ideia de desenvolvimento da personalidade em três etapas de desenvolvimento:

Identidade do Eu – primeira fase:

Matriz de identidade total indiferenciada, na qual a criança se confunde com o meio. Na identidade do Eu, a criança experimenta uma identidade consigo mesma e todas as pessoas e objetos do seu meio ambiente através da mãe como intermediária. Ela não diferencia pessoas e objetos, também não distingue fantasia de realidade.

Reconhecimento do Eu – segunda fase:

Matriz de identidade total indiferenciada, na qual a criança começa a perceber o meio em que vive. Reconhecimento do Eu singular como pessoa, quando a criança percebe que a imagem no espelho é dela mesma.

Reconhecimento do Tu – terceira fase:

Matriz de identidade total diferenciada, Reconhecimento do tu, reconhecimento dos outros. Nesta fase a criança se torna capaz de reconhecer o outro, mostra-se capaz de compreender o desempenho de seu papel por outro, e de desempenhar os papéis que observa de forma a verdadeiramente se colocar no lugar do outro. Nesta fase já acontece a total diferenciação entre fantasia e realidade.

 

Quais são as principais técnicas usadas no Psicodrama?

Solilóquio

Durante a dramatização, quando o indivíduo sofre um bloqueio, ele é estimulado a dizer em voz alta sentimentos e pensamentos evocados durante a dramatização. Essa técnica faz um desbloqueio, assim a pessoa consegue dar andamento ao desempenho do papel.

Duplo

O diretor ou o ego auxiliar coloca-se ao lado do protagonista e expressa, com gestos ou falas, o que ele entende que o outro quer expressar, mas não está conseguindo, por inibição, dificuldade de autopercepção ou expressão, ou por qualquer outro motivo.

Espelho

O protagonista sai de cena e passa a ser espectador de seu drama, ou seja, ele assiste outra pessoa fazendo o seu papel e identifica coisas que ele não percebeu em si mesmo. Vai enxergar aquilo que ele faz, mas não tem clareza.

Inversão de papéis

Nesta técnica, o protagonista é convidado a trocar de lugar com outro personagem. Assim, ele vai representar o papel do outro, vai tentar vivenciar a experiência que o outro vivenciou.

A inversão de papéis tem um poder terapêutico muito forte, pois abre uma consciência maior de si mesmo. A pessoa toma noção do que está ao seu redor e do impacto causado por suas ações.

Neste ponto, é importante salientar que, para a aplicação dessas técnicas o profissional psicodramatista precisa estar muito bem preparado e ter concluído a formação que é constituída por três níveis, e dividida em dois focos:  socioeducacional e psicoterápico.

O profissional com formação em psicodrama se apropria de um conjunto amplo de instrumentos e técnicas que servem na preparação para o antes, o durante e o depois da cena, para tratar o que foi observado durante as dramatizações.                 

Como acontece a sessão de Psicodrama?

A prática das sessões do psicodrama está baseada no tripé: contextos, etapas e instrumentos, conforme segue:

Contextos – refere-se ao ordenamento de vivências de indivíduos que se relacionam numa circunstância de tempo-espaço. São três no psicodrama:

  • Social – é constituído pela realidade social como ela é de fato. Pelo espaço concreto, ou seja, geográfico, e pelo tempo cronológico. Nesse contexto estão as normas culturais, econômicas e políticas que influenciam a forma de viver do indivíduo.
  • Grupal – é no contexto grupal que se encaminha, primeiramente, o trabalho da sessão. É constituído pela realidade do grupo assim como ela é. Apresenta situações definidas e objetivos específicos dentro de um tempo e espaço preestabelecidos.
  • Dramático – constituído pela realidade dramática, pelo tempo subjetivo e pelo espaço fenomenológico, estruturado sobre um espaço concreto, devidamente marcado. É o ambiente em que os papéis psicodramáticos podem surgir e ser explorados.

Etapas – Dividem-se em três etapas distintas a ação psicodramática:

  • Aquecimento – quando o grupo se prepara para entrar em ação. Neste momento ocorre a escolha da cena e do protagonista. O aquecimento é importante para que a dramatização aconteça de forma espontânea e proveitosa, sem que nenhuma outra preocupação interfira.
  • Dramatização – é a etapa da “representação” propriamente dita, na qual a cena dramática realmente acontece com maior nível de espontaneidade possível.
  • Compartilhamento – é a etapa da participação terapêutica do grupo, ou seja, o protagonista, demais participantes e a plateia participam conjuntamente, apresentando suas percepções. Ao final da dramatização, os participantes, egos-auxiliares e plateia são estimulados a falar sobre a experiência vivida, relatar sentimentos, emoções e recordações despertadas.

Instrumentos – São cinco os instrumentos do psicodrama:

  • Palco – é o espaço onde o contexto dramático ocorre. Este é um cenário bastante livre e móvel.
  • Protagonista – é o sujeito que surge para a ação dramática, trazendo consigo os sentimentos comuns que envolvem o grupo.
  • Diretor – é o agente terapêutico que coordena a sessão. É dele a função de fazer a leitura e análise psicodramática, conforme a demanda do grupo.
  • Ego auxiliar – é o agente terapêutico que serve ao protagonista e ao diretor durante a cena dramática. Tem ao mesmo tempo as funções de ator, auxiliar terapêutico e observador social.
  • Plateia – é o conjunto dos demais participantes da ação psicodramática.

Adaptação do Psicodrama ao mundo virtual

Desde a criação do psicodrama até os dias atuais, muitas coisas mudaram. Assim, o Psicodrama também vem se atualizando e se adaptando aos novos tempos.

O atendimento psicoterápico on-line é uma prática cada vez mais buscada, seja em virtude das dificuldades de mobilidade nas grandes cidades, seja por locais  com poucos ou nenhum psicoterapeuta ou, ainda, mais recentemente, pela pandemia que fez com que precisássemos mudar hábitos e alterar a nossa rotina.

Com o avanço dos recursos tecnológicos, essa prática vem sendo muito aplicada de forma bastante eficiente e proveitosa.

No entanto, essa prática necessita de cuidados com alguns detalhes importantes, como: escolher um local adequado, privado e silencioso; cliente e terapeuta precisam ter uma boa conexão e velocidade de internet; entre outras.

Por outro, surgem algumas vantagens da psicoterapia virtual, como por exemplo a otimização do tempo e a facilidade na realização do atendimento, visto que, paciente e terapeuta podem se comunicar de qualquer lugar do mundo.

Moreno sempre foi um homem de grande visão, inovador e adepto das questões modernas e tecnológicas. Ele acreditava que as novas tecnologias apresentavam possibilidades para o desenvolvimento do potencial criativo.

Dessa forma, em um mundo cada vez mais virtual, no qual as relações que estabelecemos têm um potencial de ampliação cada vez maior. É necessário utilizarmos de nossa espontaneidade e criatividade para levar o psicodrama também ao ambiente virtual.

Sendo assim, o Psicodrama Online é muito bem-vindo!

 

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